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Por que algumas pessoas sentem mais frio que outras e como isso afeta o metabolismo

Você já reparou que, em um mesmo ambiente, enquanto algumas pessoas estão suando, outras estão de casaco e com frio? Essa diferença de percepção da temperatura não é apenas questão de “ser mais friorento” — existe ciência por trás disso.



Fatores que influenciam a sensação de frio

  1. Composição corporal: Pessoas com menos gordura corporal tendem a sentir mais frio, pois o tecido adiposo funciona como um isolante térmico. Já quem tem mais massa muscular pode produzir mais calor, já que os músculos geram energia ao se contrair.

  2. Metabolismo: Um metabolismo acelerado queima calorias mais rapidamente, gerando calor no processo. Pessoas com metabolismo mais lento podem sentir mais frio porque produzem menos calor interno.

  3. Hormônios: Alterações hormonais — como as que ocorrem durante o ciclo menstrual, na menopausa ou em condições como o hipotireoidismo — influenciam diretamente a regulação da temperatura corporal.

  4. Circulação sanguínea: Quando o sangue não circula de forma eficiente, as extremidades do corpo (mãos, pés, nariz) tendem a ficar mais frias. Isso pode acontecer por fatores genéticos ou até pelo hábito de ficar muito tempo parado.

  5. Adaptação ao clima: Pessoas que vivem em regiões mais quentes podem sentir mais frio quando expostas a temperaturas amenas, pois o corpo não está acostumado a produzir calor extra.


Frio e metabolismo: qual a relação?

Sentir frio não é só uma questão de conforto — também pode ativar mecanismos no corpo que influenciam o metabolismo. O frio estimula a termogênese, processo pelo qual o corpo queima calorias para gerar calor. Isso pode aumentar temporariamente o gasto energético, especialmente quando exposto a baixas temperaturas.


Por outro lado, se a sensação de frio for constante por problemas hormonais ou metabólicos, isso pode indicar que o organismo está produzindo menos energia do que deveria — e aí vale investigar com um profissional de saúde.


💡 Curiosidade: algumas pesquisas mostram que a exposição moderada ao frio pode ajudar a ativar a gordura marrom — um tipo de gordura “boa” que queima calorias para aquecer o corpo.


Em resumo

A sensação de frio varia de pessoa para pessoa devido a uma combinação de genética, composição corporal, metabolismo, hormônios e até adaptação ao clima. E essa sensação não é apenas um detalhe: ela está diretamente ligada à forma como o corpo produz e utiliza energia.

 
 
 

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