O que faz o corpo “segurar” gordura? Entenda por que o emagrecimento trava
- Caroline Ornesque Marinho
- há 1 dia
- 2 min de leitura
Muitas pessoas se alimentam bem, tentam manter uma rotina saudável e, ainda assim, sentem que o corpo insiste em “segurar” gordura. Essa dificuldade no emagrecimento não acontece por acaso e envolve diversos fatores fisiológicos, hormonais e comportamentais.

Mecanismo de proteção do corpo
O corpo humano foi programado para sobreviver. Quando percebe sinais de restrição, estresse ou ameaça, ele tende a preservar energia, armazenando gordura como forma de proteção. Dietas muito restritivas e longos períodos em déficit calórico intenso ativam esse mecanismo.
Estresse e cortisol elevado
Altos níveis de estresse aumentam a liberação de cortisol, hormônio que favorece o acúmulo de gordura, especialmente na região abdominal. Mesmo com alimentação controlada, o estresse constante pode dificultar a perda de gordura.
Dormir mal atrapalha o emagrecimento
A privação de sono interfere nos hormônios da fome e da saciedade, aumentando o apetite e reduzindo o controle alimentar. Além disso, dormir pouco prejudica a recuperação do corpo e o metabolismo.
Pouca massa muscular
A massa muscular é fundamental para o gasto energético. Quanto menor a quantidade de músculo, menor o gasto calórico diário. Isso faz com que o corpo queime menos gordura ao longo do dia.
Inflamação e alimentação desequilibrada
Alimentação rica em ultraprocessados, excesso de açúcar e gorduras ruins pode gerar um estado inflamatório no organismo, dificultando o funcionamento hormonal e o emagrecimento.
Histórico de dietas restritivas
Quem já passou por várias dietas muito restritivas pode apresentar adaptações metabólicas que tornam o emagrecimento mais lento, mesmo comendo pouco.
Falta de constância
Pequenas oscilações frequentes — como “começar na segunda” e interromper no meio da semana — impedem que o corpo entre em um ritmo contínuo de emagrecimento.
Conclusão
O corpo “segura” gordura quando percebe desequilíbrios e ameaças ao seu funcionamento. Em vez de forçar restrições extremas, o caminho mais eficiente é cuidar do corpo como um todo, com alimentação adequada, sono, manejo do estresse e constância.




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