O que acontece com seu corpo quando você come muito ultraprocessado?
- Caroline Ornesque Marinho
- 30 de jul. de 2025
- 2 min de leitura
Você já parou para pensar em quanto do que você come no dia a dia vem de pacotes, caixinhas ou embalagens coloridas? Bolachas recheadas, salgadinhos, refrigerantes, embutidos, fast food... Tudo isso faz parte do grupo dos alimentos ultraprocessados — e o consumo excessivo deles pode trazer diversos prejuízos para o corpo e para a saúde.

Esses produtos são ricos em calorias, mas pobres em nutrientes, e costumam conter grandes quantidades de açúcar, gorduras ruins, sal e aditivos químicos. O problema é que, por serem saborosos, práticos e viciantes, acabam substituindo refeições naturais e equilibradas com mais facilidade do que imaginamos.
Mas afinal, o que acontece com seu corpo quando você consome ultraprocessados com frequência?
Os principais efeitos no organismo:
1. Desequilíbrio no intestino
Os ultraprocessados possuem poucos nutrientes e fibras, mas muitos aditivos químicos. Esse combo prejudica a flora intestinal, afetando a digestão, a absorção de nutrientes e até o sistema imunológico.
2. Aumento de peso e acúmulo de gordura
Por serem ricos em calorias vazias (sem valor nutricional real), esses alimentos contribuem para o ganho de peso, aumento da gordura abdominal e até maior risco de desenvolver obesidade.
3. Inflamação no corpo
A combinação de gordura trans, açúcar e aditivos provoca um estado inflamatório crônico no organismo, que está relacionado a doenças como diabetes, hipertensão, doenças cardíacas e até problemas de pele como acne e envelhecimento precoce.
4. Alterações no humor e no cérebro
Estudos mostram que o consumo excessivo de ultraprocessados pode afetar o humor, o sono e a memória. Isso porque esses alimentos interferem na produção de neurotransmissores, como a serotonina, relacionada ao bem-estar.
5. Compulsão alimentar
Esses produtos são criados para serem hiperpalatáveis (ou seja, muito gostosos e viciantes). O resultado? Você come mais sem perceber e tem dificuldade de parar, entrando em um ciclo de compulsão alimentar.
6. Cansaço e baixa energia
Apesar de calóricos, esses alimentos não nutrem de verdade. O corpo até recebe energia rápida, mas logo sente falta de nutrientes essenciais — o que pode causar fadiga, falta de disposição e irritabilidade.
Como reduzir o consumo de ultraprocessados no dia a dia?
Priorize alimentos in natura e minimamente processados, como frutas, legumes, arroz, feijão, ovos e carnes magras.
Planeje suas refeições para evitar depender de produtos prontos.
Leia os rótulos: quanto mais ingredientes desconhecidos ou com nomes difíceis, maior a chance de ser ultraprocessado.
Tenha lanches naturais por perto, como castanhas, frutas ou iogurtes naturais.
Evite fazer compras com fome — isso ajuda a não cair em tentações rápidas.
💡 Conclusão
Você não precisa cortar tudo da sua vida para sempre. Mas reduzir o consumo de ultraprocessados já traz melhorias visíveis na sua saúde, na pele, no intestino e até no humor. O segredo está no equilíbrio e nas escolhas conscientes.
Lembre-se: quanto mais natural o alimento, mais natural será o seu bem-estar.




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