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Queda de cabelo durante o emagrecimento: quando a alimentação merece atenção?

há 1 minuto
5 min de leitura

Você começou a emagrecer, está cuidando da alimentação e praticando atividade física, mas percebeu que seu cabelo está caindo mais do que o normal? Essa situação pode acontecer durante o processo de perda de peso e merece atenção.


Embora seja comum associar a queda de cabelo à genética ou a alterações hormonais, a alimentação também pode ter influência importante na saúde dos fios.


Dietas muito restritivas, perda de peso acelerada e ingestão insuficiente de determinados nutrientes podem interferir no ciclo de crescimento capilar.


Mas será que todo emagrecimento provoca queda de cabelo? Quais nutrientes merecem atenção? E como evitar que isso aconteça?


Vamos entender!



1. Por que o cabelo pode cair durante o emagrecimento?

O cabelo passa por diferentes fases de crescimento, repouso e queda. Em determinadas situações, o organismo pode alterar esse ciclo, fazendo com que uma quantidade maior de fios entre na fase de queda.

Uma das condições associadas a esse processo é o eflúvio telógeno, caracterizado pelo aumento da queda capilar, geralmente percebido alguns meses após um fator desencadeante.

Entre os possíveis fatores estão:

  • Perda de peso muito rápida;

  • Dietas muito restritivas;

  • Consumo insuficiente de calorias;

  • Baixa ingestão de proteínas;

  • Deficiências nutricionais;

  • Estresse físico ou emocional;

  • Doenças e alterações hormonais.


Isso explica por que algumas pessoas começam a perceber mais fios no banho, na escova ou no travesseiro depois de um período de emagrecimento.

É importante lembrar que a queda pode ter várias causas e nem sempre está relacionada à alimentação.


2. Comer pouco demais pode prejudicar a saúde dos cabelos?

Sim. Quando a alimentação fornece menos energia e nutrientes do que o organismo necessita, algumas funções podem ser afetadas.

O crescimento capilar depende de um fornecimento adequado de energia, proteínas, vitaminas e minerais.

Em dietas muito restritivas, principalmente quando há perda de peso acelerada, o organismo pode priorizar funções essenciais e reduzir recursos destinados a processos como o crescimento dos fios.

Por isso, emagrecer não deve significar passar fome ou reduzir excessivamente a quantidade de alimentos.

Uma estratégia nutricional adequada precisa favorecer a perda de gordura sem comprometer a saúde e a manutenção da massa muscular.


3. A falta de proteína pode causar queda de cabelo?

A proteína é um nutriente importante para a formação dos cabelos, que são constituídos principalmente por queratina, uma proteína estrutural.

Quando a ingestão proteica é insuficiente, especialmente por períodos prolongados, a saúde dos fios pode ser prejudicada.

Isso pode acontecer com pessoas que:

  • Reduzem muito o consumo de carnes, ovos e laticínios sem substituições adequadas;

  • Fazem dietas muito restritivas;

  • Pulam refeições frequentemente;

  • Não atingem suas necessidades proteicas;

  • Passam por processos de emagrecimento acelerado.

Boas fontes de proteína incluem ovos, frango, carnes, peixes, leite e derivados, feijão, lentilha, grão-de-bico e tofu.

A quantidade necessária varia conforme peso, idade, rotina, atividade física e condições de saúde.


4. Quais vitaminas e minerais merecem atenção?

Além das proteínas, alguns micronutrientes participam de processos importantes para o crescimento e a manutenção dos cabelos.

  • Ferro: O ferro participa do transporte de oxigênio pelo organismo. A deficiência desse mineral pode estar associada à queda capilar, principalmente quando existe anemia ou redução dos estoques de ferro.

    Fontes alimentares incluem carnes, feijão, lentilha e vegetais verde-escuros. Combinar fontes vegetais de ferro com alimentos ricos em vitamina C pode melhorar sua absorção.

  • Zinco: O zinco participa da síntese de proteínas e da divisão celular, processos importantes para o funcionamento dos folículos capilares.

    Pode ser encontrado em carnes, frutos do mar, sementes, castanhas e leguminosas.

  • Vitamina B12: A vitamina B12 é importante para a formação das células sanguíneas e o funcionamento do sistema nervoso. Sua deficiência pode estar associada a alterações hematológicas e sintomas que incluem fraqueza e cansaço.

    Está presente principalmente em alimentos de origem animal, como carnes, ovos, leite e derivados.

  • Vitamina D: A vitamina D participa de diferentes processos relacionados à saúde. Existem estudos que investigam sua relação com alterações capilares, mas isso não significa que toda queda de cabelo seja causada pela deficiência dessa vitamina.

  • Biotina: A biotina participa do metabolismo de nutrientes e é frequentemente associada à saúde dos cabelos. Entretanto, sua deficiência é rara, e a suplementação não costuma trazer benefícios comprovados para quem já apresenta níveis adequados.

    O mais importante é identificar possíveis deficiências antes de iniciar qualquer suplementação.


5. Emagrecer rápido aumenta o risco de queda de cabelo?

A perda de peso acelerada pode aumentar o risco de queda capilar, especialmente quando está associada a uma restrição energética importante.

Isso pode ocorrer em dietas muito restritivas, jejuns prolongados sem acompanhamento adequado e também após cirurgias bariátricas, quando há mudanças importantes na ingestão e na absorção de nutrientes.

Nessas situações, o organismo pode passar por um período de estresse metabólico, favorecendo o eflúvio telógeno.

A queda geralmente não aparece imediatamente. Muitas vezes, os fios começam a cair de maneira mais intensa dois a três meses após o fator desencadeante.

Por isso, se você percebeu queda capilar depois de emagrecer, vale observar como foi esse processo e se houve alguma mudança importante na alimentação.


6. Como evitar a queda de cabelo durante o emagrecimento?

Não existe uma estratégia capaz de garantir que a queda nunca aconteça, mas alguns cuidados ajudam a reduzir o risco de problemas relacionados à alimentação.

  • Evite dietas muito restritivas: reduções exageradas de calorias podem comprometer o fornecimento de nutrientes.

  • Consuma proteínas suficientes: distribua boas fontes proteicas ao longo do dia, respeitando suas necessidades individuais.

  • Tenha uma alimentação variada: frutas, verduras, legumes, cereais, leguminosas e fontes de proteína contribuem para uma boa oferta de nutrientes.

  • Não elimine grupos alimentares sem necessidade: restrições sem planejamento podem dificultar o alcance das necessidades nutricionais.

  • Emagreça de maneira gradual: uma estratégia sustentável tende a ser mais adequada para preservar a saúde e a massa muscular.

  • Acompanhe sua evolução: observe não apenas o peso, mas também a composição corporal, a disposição, o desempenho nos treinos e possíveis alterações no organismo.


7. Se o cabelo está caindo, quais exames devo investigar?

Quando existe queda capilar persistente ou acentuada, é importante procurar avaliação médica, preferencialmente com dermatologista.

De acordo com os sintomas e o histórico individual, o profissional poderá considerar exames como:

  • Hemograma completo;

  • Ferritina;

  • Ferro e outros parâmetros relacionados ao metabolismo do ferro;

  • Vitamina B12;

  • TSH e T4 livre;

  • Vitamina D, quando houver indicação.

Nem todas as pessoas precisam realizar todos esses exames. A investigação deve ser individualizada.

Também é importante considerar outras causas, como alterações da tireoide, condições dermatológicas, alterações hormonais, medicamentos e histórico familiar.

Evite tomar ferro, zinco, biotina ou outras vitaminas por conta própria. O excesso de alguns nutrientes também pode trazer prejuízos à saúde.


8. O cabelo volta a crescer depois da queda durante o emagrecimento?

Quando a queda está relacionada ao eflúvio telógeno e o fator desencadeante é corrigido, geralmente existe recuperação gradual.

Entretanto, o cabelo possui um ciclo de crescimento lento. Por isso, mesmo depois de corrigir a alimentação ou tratar uma deficiência, pode levar meses para perceber uma melhora significativa no volume dos fios.

A recuperação depende da causa, da duração da queda e das condições individuais.

Se a queda persistir, piorar ou vier acompanhada de falhas localizadas no couro cabeludo, é importante investigar outras possibilidades.


Conclusão

A queda de cabelo durante o emagrecimento pode estar relacionada a uma ingestão insuficiente de calorias, proteínas, vitaminas e minerais, especialmente quando a perda de peso acontece de maneira muito rápida.


Por isso, emagrecer não deve ser apenas uma questão de diminuir números na balança. É fundamental preservar a saúde, a massa muscular e o bom funcionamento do organismo durante todo o processo.


Se você está emagrecendo e percebeu aumento da queda capilar, não ignore o sinal e não tente resolver o problema apenas com suplementos.


Uma alimentação equilibrada, individualizada e nutricionalmente adequada é importante não apenas para alcançar seus objetivos corporais, mas também para cuidar da saúde como um todo.

 
 
 

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