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Gases em Excesso: 10 Hábitos que Podem Estar por Trás do Problema

há 2 minutos
4 min de leitura

Todo mundo elimina gases ao longo do dia — e isso é completamente normal. O problema é quando eles aparecem em excesso, vêm acompanhados de estufamento, desconforto abdominal ou começam a atrapalhar sua rotina.


Antes de sair cortando vários alimentos da alimentação, vale observar algo importante: alguns hábitos do dia a dia podem aumentar a quantidade de gases, mesmo quando a alimentação parece saudável.


Mas afinal, o que pode estar por trás disso?



1. Comer muito rápido

Quando você come com pressa, pode acabar engolindo mais ar junto com os alimentos. Esse ar pode contribuir para arrotos, distensão abdominal e gases.

Tente fazer as refeições com mais calma, mastigando bem e evitando comer enquanto realiza outras atividades que fazem você acelerar o ritmo.


2. Falar muito enquanto come

Conversar durante as refeições faz parte da vida social e não é um problema por si só. Porém, falar muito, comer rapidamente e engolir grandes quantidades de ar ao mesmo tempo pode aumentar o desconforto em algumas pessoas.

Mais uma vez, a dica é simples: diminua o ritmo e mastigue bem.


3. Tomar bebidas gaseificadas com frequência

Refrigerantes, água com gás e outras bebidas gaseificadas liberam gás no sistema digestivo.

Para algumas pessoas, o consumo frequente pode aumentar a sensação de estufamento e desconforto.

Se você percebe que fica mais inchada depois dessas bebidas, vale fazer um teste reduzindo o consumo por alguns dias e observar como seu corpo reage.


4. Aumentar as fibras de uma vez

As fibras são importantes para uma alimentação equilibrada e para o funcionamento intestinal. Porém, aumentar muito rapidamente o consumo de frutas, verduras, legumes, feijões, aveia e outros alimentos ricos em fibras pode provocar mais gases inicialmente.

Isso acontece porque parte das fibras é fermentada pelas bactérias presentes no intestino.

Por isso, se você decidiu melhorar a alimentação, faça as mudanças gradualmente e mantenha uma boa ingestão de líquidos.


5. Comer grandes quantidades de alguns alimentos fermentáveis

Feijão, lentilha, grão-de-bico, algumas frutas, vegetais e outros alimentos podem produzir mais gases durante a digestão e fermentação intestinal.

Isso não significa que esses alimentos sejam ruins ou que precisem ser eliminados.

A quantidade consumida, a frequência e a tolerância individual fazem diferença.


6. Consumir adoçantes em excesso

Alguns adoçantes, especialmente determinados polióis presentes em produtos sem açúcar, podem causar gases, distensão abdominal e alterações intestinais em algumas pessoas quando consumidos em excesso.

Por isso, vale observar a lista de ingredientes de balas, chocolates, chicletes e outros produtos “zero açúcar” se você percebe que os sintomas aparecem depois do consumo.


7. Mascar chiclete com frequência

Além de alguns chicletes conterem adoçantes que podem provocar desconforto, mascar chiclete também pode fazer com que você engula mais ar.

Se você costuma ter muitos gases, experimente reduzir o consumo e observe se existe alguma diferença.


8. Ficar muitas horas sem comer e depois fazer uma refeição muito grande

Passar muitas horas sem comer não necessariamente causa gases, mas pode levar algumas pessoas a chegarem à próxima refeição com muita fome e comerem rapidamente ou em grande quantidade.

Esse comportamento pode favorecer distensão e desconforto.

Manter uma rotina alimentar adequada às suas necessidades pode ajudar a evitar esse padrão.


9. Sedentarismo

O movimento também influencia o funcionamento intestinal.

Ficar muitas horas sentado pode contribuir para uma sensação maior de estufamento em algumas pessoas. Uma caminhada leve depois das refeições pode ser uma estratégia simples para movimentar o corpo e favorecer o funcionamento do sistema digestivo.

Não precisa ser um treino intenso: alguns minutos de caminhada já podem ser uma boa opção.


10. Ignorar outros sintomas

Nem sempre gases em excesso são apenas resultado de um hábito alimentar.

Alterações na digestão, intolerâncias alimentares, constipação e outras condições gastrointestinais também podem estar relacionadas ao excesso de gases.

Por isso, é importante observar o contexto.


Quando os gases merecem investigação?

Procure avaliação de um profissional de saúde se os gases forem persistentes, muito intensos ou estiverem acompanhados de sintomas como:

  • dor abdominal frequente ou intensa;

  • perda de peso sem explicação;

  • sangue nas fezes;

  • diarreia persistente;

  • constipação importante;

  • vômitos;

  • alteração persistente no hábito intestinal;

  • sintomas que começaram recentemente e estão piorando.

Esses sinais não significam necessariamente que exista um problema grave, mas justificam uma investigação adequada.


Preciso cortar feijão, leite, glúten e vários outros alimentos?

Não necessariamente.

Um erro bastante comum diante dos gases é começar a eliminar vários alimentos ao mesmo tempo.

O problema é que, quando você retira cinco ou seis alimentos simultaneamente, fica difícil descobrir qual deles realmente estava relacionado aos sintomas — ou se o problema tinha outra causa.

Além disso, muitos alimentos que costumam ser retirados por conta própria são fontes importantes de fibras, vitaminas, minerais e outros nutrientes.

Em vez de fazer restrições aleatórias, o ideal é observar padrões e, quando necessário, buscar uma avaliação individualizada.


O que você pode começar a fazer hoje?

Antes de mudar completamente sua alimentação, experimente observar:

  • Como você come?Come rápido? Mastiga bem?

  • O que você consome?Bebe muito refrigerante ou água com gás? Consome muitos produtos sem açúcar?

  • Como está sua ingestão de fibras?Aumentou frutas, legumes, feijão ou aveia recentemente?

  • Como está seu intestino?Os gases aparecem junto com constipação, diarreia ou mudanças no funcionamento intestinal?

  • Quando os sintomas aparecem?Depois de determinadas refeições ou durante todo o dia?

Anotar essas informações por alguns dias pode ajudar a identificar padrões.


Gases fazem parte de um intestino saudável

Ter gases é normal. O objetivo não deve ser fazer com que eles desapareçam completamente, mas entender quando a quantidade ou o desconforto está fora do habitual.

Muitas vezes, pequenas mudanças na velocidade das refeições, no consumo de bebidas gaseificadas, na quantidade de fibras e na rotina de movimento já podem fazer diferença.


E quando os sintomas persistem, investigar a causa é muito mais interessante do que simplesmente sair cortando alimentos.


Seu intestino não precisa de uma dieta cheia de proibições. Ele precisa de uma alimentação adequada para você.

 
 
 

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